R.B. 16/JAN/20 "Só perdeu a cabeça uma vez"



"Só perdeu a cabeça uma vez"

São Paulo, 16 de janeiro de 2020 (QUINTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve cair, com “boas chances” de zerar a alta acumulada no ano (0,7%), acompanhando as perdas das principais bolsas mundiais e criando uma boa oportunidade de compra para os que “apostam” na recuperação da economia tupiniquim e (2) o DÓLAR pode seguir em alta, mesmo após fechar o pregão anterior no maior patamar desde 5/DEZ/19, influenciado pelos temores de redução do fluxo positivo de recursos externos e seguindo o esperado “humor negativo” na bolsa brasileira.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -1,0%, devolvendo os ganhos auferidos nos 2 últimos pregões, com bom volume de negócios (R$ 32,2bi) por conta do vencimento de opções sobre o Ibovespa, prejudicada pela divulgação de dados abaixo do esperado das vendas do varejo em NOV/19 e com destaques de queda para as ações dos grandes bancos, como Banco do Brasil (-1,8%), Bradesco (-1,7%) e Itaú (-1,2%), diante da perspectiva de maior concorrência com as  fintechs e bancos digitais e (2) o DÓLAR subiu 1,3% à R$ 4,18, para acumular uma alta de 3,9% no ano, impulsionado pelos mesmos motivos que derrubaram a bolsa tupiniquim.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão -0,4% e China -0,5%, com o otimismo recente um tanto prejudicado por declarações de autoridades norte-americanas ressaltando que as tarifas dos EUA a produtos chineses permanecerão em vigor até a conclusão de uma segunda fase do pacto comercial, (2) da EUROPA, sem uma tendência única, Inglaterra 0,3%, beneficiada pela divulgação de dados positivos da economia do país, porem França -0,1% e Alemanha -0,2%, com destaques de queda para as ações do setor automobilístico, como Daimler (-2,5%), Volkswagen (-1,4%) e Peugeot (-2,6%) e (3) dos EUA, batendo novos recordes históricos de alta, S&P 0,2%, DJ 0,3% e NASDAQ 0,1%, impulsionadas pela assinatura da "fase 1" do acordo comercial sino-americano, por balanços empresariais positivos e pelo anúncio de um pacote de cortes de impostos.

Exemplo a ser seguido pelo Brasil, a Austrália viu ontem sua bolsa fechar o dia na nova máxima histórica, impulsionada por ações de grandes bancos domésticos, que reagiram positivamente a balanços trimestrais fortes.

Cometendo os mesmos erros de forma incansável, a Argentina, que é um exemplo do que o Brasil não deve fazer, registrou inflação de 53,8% em 2019, o que representa o maior patamar desde 1991.

Apesar do desempenho ruim do real este ano, o banco norte-americano Citi manteve sua aposta "acima da média" para a moeda brasileira, justificando a estratégia por causa da expectativa de aceleração do PIB este ano e ainda a perspectiva de volume importante de aberturas de capital, que deve trazer recursos externos para o País.

Mostrando-se otimista, Marcos Troyjo, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do governo Bolsonaro, afirmou que a adesão do Brasil à OCDE será concluída até o final de 2022, ressaltando que ela trará 3 grandes vantagens (1) acelerará as reformas, (2) atrairá recursos externos e (3) permitirá a participação do país em acordos em outras esferas além de tarifas e cotas.

Pagando o pato da corrupção tupiniquim, em especial no RJ, em 2019 o Tesouro Nacional teve de honrar R$ 8,35bi em dívidas não pagas por estados e municípios, montante que representa um crescimento de 73% na comparação com o ano anterior.

Dando novos sinais positivos da economia tupiniquim, (1) segundo uma pesquisa da consultoria de recursos humanos Robert Hal, 65% dos profissionais que começaram o ano desempregados estão mais otimistas que no mesmo período de ano passado e (2) com alta de 2,5% na comparação com DEZ/19, em JAN/20 o índice que mede a intenção de investimentos no comércio atingiu o maior patamar desde JUN/14.

Positivo, porem frustrando as “apostas do mercado”, que esperada 3,9%, em NOV/19 as vendas do comércio varejista tupiniquim cresceram 2,9% na comparação com o mesmo período de 2018.

Política:

Nomeado, como a grande maioria dos que comandam órgãos públicos e agências reguladoras, pela organização criminosa que rapinou e comandou o Brasil de 1/JAN/03 até 31/DEZ/18, Décio Oddone, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, anunciou ontem que renunciará ao cargo assim que o governo escolher um substituto.

Pressionado pelos liberais, que fazem parte dos seus eleitores e de sua equipe de governo, Bolsonaro “desistiu da ideia estúpida” conceder de subsídios para as contas de luz dos templos religiosos.

Ao invés de investir em educação financeira para a população endividada, o governo Doria, que é populista, anunciará hoje a criação uma linha de crédito de R$ 10mi para, através do Banco do Povo, emprestar dinheiro para moradores da favela de Paraisópolis, em SP.

Apanhando da esquerda e da direita, como todo liberal, a brilhante apresentadora do SBT Rachel Sheherazade afirmou que foi durante o governo Dilma que mais pediram a sua demissão, mas ressaltou que os ataques mais violentos vieram dos bolsonaristas.

Provando mais uma vez que é de esquerda, Deltan Dallagnol, procurador da Lava Jato que ajudou, e muito, a colocar Lula na cadeia, recomendou ontem o curso do movimento RenovaBR, patrocinado por esquerdistas como Luciano Huck e George Soros.

De forma nefasta, com um pé em cada lado do balcão, Fabio Wajngarten, chefe da Secom recebe, por meio de empresa da qual é sócio, dinheiro de emissoras contratadas pelo governo.

Sem saber como colocar em prática a enorme besteira que o Congresso fez, e Bolsonaro sancionou, para ajudar corruptos a se livrarem da cadeia, Dias Toffoli, presidente do STF, decidiu adiar, por 6 meses, do prazo para a implementação do juiz de garantias.

Com medo de Bolsonaro indicar Sergio Moro para o STF, o senador tucano Anastasia, de MG, quer mudar o processo para que o presidente seja obrigado a escolher para o cargo um nome de uma lista tríplice feita pelo STF, pela Procuradoria-Geral da República e pela OAB.

Bancados por canalhas e pilantras europeus que não querem o desenvolvimento tupiniquim, o cacique Raoni, uma das filhas do líder seringueiro Chico Mendes, Ângela, e a líder indígena Sônia Guajajara lançaram ontem uma aliança contra políticas públicas do governo Bolsonaro nas áreas ambiental e indígena.

Crítica:

Em 33 anos de vida Jesus Cristo mudou o mundo para muito melhor, pregando, de maneira pacifica, o amor, a simplicidade e a paz para pobres, putas, ladrões e viciados, e “só perdeu a cabeça uma vez”, quando viu os canalhas do templo de Jerusalém usando a fé para enganar o povo, fazer comércio e ganhar dinheiro, exatamente como faz atualmente uma boa parte das igrejas cristãs.

PAZ, amor e bons negócios;

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