R.B. 12/FEV/19 "Os direitos dos bandidos"



"Os direitos dos bandidos"

São Paulo, 12 de fevereiro de 2019 (TERÇA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, recuperando perdas recentes, seguindo a alta das commodities e das principais bolsas mundiais e principalmente com os investidores “aliviados” com o anúncio de que Bolsonaro sairá amanhã do hospital e (2) o DÓLAR pode cair, devolvendo uma parte da alta já acumulada no mês (3,1%), influenciado pelo fluxo positivo de recursos externos e acompanhando a esperada melhora do “humor” na bolsa tupiniquim.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -1,0%, devolvendo os ganhos da abertura, quando na máxima avançou 0,2%, já que foi prejudicada por um ambiente externo negativo e pelo aumento das “apostas” de que o governo não terá vida fácil nas negociações da reforma da previdência no Congresso e (2) o DÓLAR subiu 1,0% à R$ 3,76, para fechar em território positivo pelo quarto pregão consecutivo, acompanhando a piora do “humor” na bolsa tupiniquim, seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão não teve pregão por conta de feriado nacional e China 1,4%, retomando as operações depois de 1 semana fechada por conta do ano-novo lunar, animadas com o anúncio de que neste feriado as vendas no varejo tiveram expansão anual de 8,5% na comparação com o mesmo período de 2018, (2) da EUROPA, recuperando perdas recentes, Inglaterra 0,8%, França 1,1% e Alemanha 1,0%, beneficiadas pela valorização das commodities e com destaques de alta para as ações dos bancos, como Deutsche Bank (2,4%), Commerzbank (4,3%), BPM (7,0%) e Santander (1,2%) e (3) dos EUA, sem uma tendência única, com baixos volumes de negócios e próximas da estabilidade, S&P 0,1%, DJ -0,2% e NASDAQ 0,1%, em um pregão marcado por expectativas com diversos assuntos diante de uma semana carregada de eventos e indicadores que podem direcionar os negócios, como (a) a possibilidade de uma nova paralisação da máquina pública federal norte-americana, (b) os temores de desaquecimento da economia mundial e (c) as negociações comerciais com Pequim.

Apesar de expressar irritação com uma missão da Marinha norte-americana no Mar do Sul da China, Pequim adotou um tom positivo ao anunciar que as negociações comerciais com os EUA retomadas, em um primeiro momento com discussões entre grupos de trabalho até amanhã e depois em um nível mais elevado até o final da semana.

Falando ao jornal Financial Times, Paulo Guedes, ministro tupiniquim da economia, prometeu (1) a aprovação de reformas pró-mercado, como a da Previdência e a Tributária, (2) a implementação de um programa “radical” de privatizações e (3) que o presidente Bolsonaro foi eleito para trazer ordem e nomeou assessores liberais na área economia para eles trazerem o progresso.

Cada semana um pouquinho mais otimista, o “mercado”, (1) reduziu, pela 4ª semana consecutiva, suas “apostas” para a inflação deste ano, desta vez de 3,94% para 3,87%, (2) manteve em 2,50% suas projeções para o crescimento da economia do país neste ano e (3) voltou a prever que a taxa básica de juros da economia tupiniquim permanecerá em 6,5% ao longo de todo ano corrente.

Animado, Walter Malieni, presidente da Brasilprev, afirmou que se a reforma da Previdência implementar a capitalização para novos participantes, as empresas que oferecem planos privados deverão aumentar sua clientela entre pessoas da classe C.

Como para o cidadão tupiniquim médio seus interesses sempre estão bem na frente dos interesses coletivos, em JAN/19 os pedidos de aposentadoria feitos ao INSS aumentaram quase 30% na comparação com o mesmo período de 2018, diante dos “temores” com as expectativas de mudanças na legislação previdenciária.

“Apostando” na recuperação da economia tupiniquim, o laboratório farmacêutico Eurofarma anunciou que investirá ao menos R$ 230mi em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos neste ano e mais quase R$ 200mi para inaugurar também em 2019 uma nova planta em Itapevi (SP).

-    A Vale caiu -2,6%, ampliando para “apenas” -19,8% a baixa acumulada nos últimos 12 meses, após ser revelado que a referida nefasta e assassina empresa, que continua mantendo seu egocêntrico e incompetente presidente, já estava ciente de que a barragem de rejeitos que entrou em colapso no mês passado, matando mais de 300 pessoas, tinha um risco elevado de ruptura.

Política:

Se aproximando cada dia mais do “amigão” Bolsonaro, a quem sonha suceder em 2022, Doria, governador de SP, visitou ontem o referido presidente do Brasil no hospital e saiu de lá dizendo que o texto da reforma da Previdência está quase fechado.

Hoje técnicos da Fazenda devem encaminhar hoje a Paulo Guedes, ministro da Economia, a proposta final da reforma previdenciária, que será debatida com Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil e posteriormente entregue à Bolsonaro, que por sua vez sairá do hospital amanhã.

Cobrando uma promessa de campanha de Bolsonaro, que já foi solenemente descumprida, o deputado Federal Paulo Martins, do PSC, foi ao Twitter criticar a manutenção da TV Brasil, ressaltando que ela custa bilhões aos cofres públicos e não tem nenhuma audiência.

Mostrando que projetos que defendem austeridade nas contas e no uso dos recursos públicos serão cada dia mais presentes, o senador Flávio Arns, da Rede do Paraná, apresentou um projeto de Lei propondo a extinção do chamado auxílio-mudança, aquele benefício esdrúxulo concedido a todos os parlamentares no início e no fim de cada mandato, mesmo em caso de reeleição.

Ponderando que efetivamente ainda não existe um texto para discutir, Davi Alcolumbre, presidente do Senado, “garantiu” que a reforma da Previdência será debatida “democraticamente” no Congresso e que os parlamentares compreendem que ela é fundamental para dar confiança ao Brasil perante o mundo e dar segurança jurídica para investimentos.

Em nome da transparência, o requerimento de urgência do projeto que acaba de vez com o voto secreto no Senado já tem a assinatura de 43 senadores, patamar suficiente para que seja apreciado e, se aprovado, fazer com que a votação ocorra diretamente no plenário.

Desgastado por escândalos de corrupção, pela prisão de alguns de seus principais líderes, pelo governo impopular e corrupto do ex-presidente Temer e pela fadiga da imagem de seus mais tradicionais caciques, o MDB encolheu, perdeu prestígio e agora sofre pressão interna para se renovar e não implodir.

Com uma boa dose de razão, Marcelo Aro, deputado federal reeleito pelo PHS de MG, afirmou que a dificuldade de avanço nas conversas sobre a reforma da Previdência se deve ao fato de Bolsonaro estar internado.

Em campanha para assumir a relatoria da reforma da Previdência, Kim Kataguiri, brilhante deputado do DEM de SP, vai levar a Frente Parlamentar do Livre Mercado, com 38 deputados, para uma reunião com Paulo Guedes, ministro da Economia.

Pirando o cabeção dos jornalistas socialistas tupiniquins, apenas ontem (1) no Brasil Bolsonaro foi escolhido a Pessoa do Ano pela Câmara de Comércio Brasil-EUA e (2) nos EUA a aprovação do governo Trump atingiu 52%, o que representa o maior patamar em 23 meses.

Crítica:

Com sua batata assando cada vez mais depressa, Nicolas Maduro, ditador da Venezuela que já tem 2 sobrinhos presos nos EUA por tráfico de cocaína, está sendo pressionado por sua esposa, Cilia Flores, a fugir do seu país e pedir asilo em Cuba, na Rússia, na Turquia ou no México.

Obviamente cansados de se submeterem aos mandos, desmandos, vontades e desejos de quem se considera acima do bem e do mal, 95% dos magistrados brasileiros são favoráveis a criação de uma corregedoria para fiscalizar os atos dos “nobres” ministros do Supremo Tribunal Federal.

Cada dia mais “petizada” e portanto preocupada com “os direitos dos bandidos”, a OAB, atualmente comandada por um aliado e fã de Lula, “avisou” que enviará um ofício à Receita Federal pedindo que o órgão esclareça se fiscalizações em andamento têm se limitado a aspectos tributários dos contribuintes ou se estão avançando sobre questões penais, o que, segundo a entidade, não é permitido por lei.

PAZ, amor e bons negócios;

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