R.B. 9/ABR/18 "Comparsas e/ou idiotas"



"Comparsas e/ou idiotas"

São Paulo, 9 de abril de 2018 (SEGUNDA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, recuperando as perdas da semana passada (-0,6%) e elevando os ganhos acumulados no ano (11,0%), beneficiada pelos ganhos das demais bolsas mundiais e pelo "alivio e estase" causados pela prisão de Lula e (2) o DÓLAR pode cair, reduzindo uma pequena parte dos ganhos acumulados nos últimos 12 meses (7,2%), influenciado pela esperada melhora do "humor" na bolsa e pela expectativa de aumento do fluxo positivo de recursos externos.

Sexta-feira, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -0,5%, acompanhando as perdas das bolsas mundiais e influenciada pelos "temores" de aumento da tensão política tupiniquim com a prisão de Lula e também de Paulo Preto, o operador de propinas dos tucanos Alckmin e Serra e (2) o DÓLAR subiu 0,7% à R$ 3,36, para fechar o dia no maior patamar desde 18/MAI/17, influenciado pela piora do "humor" da bolsa tupiniquim e seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana.

Também sexta-feira, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão -0,4%, prejudicada pelos últimos desdobramentos da rixa comercial entre EUA e China, aliás que não teve pregão por conta de feriado, (2) da EUROPA, Inglaterra -0,2%, França -0,3% e Alemanha -0,5%, seguindo as perdas das bolsas de NY e prejudicadas pela divulgação de uma produção industrial alemã abaixo do esperado, porém sem apagar todos os ganhos do pregão anterior e (3) dos EUA, em mais um dia de fortes perdas, S&P -2,2%, DJ -2,3% e NASDAQ -2,3%, já que os investidores voltaram a pesar a possibilidade de uma guerra comercial entre os 2 maiores economias do mundo (EUA e China) após Trump ameaçar impor tarifas sobre mais US$ 100bi em produtos importados chineses, o que inclusive poderá elevar a inflação norte-americana e acelerar o movimento de alta dos juros pelo FED ("Copom" local).

Seguindo sua estratégia, até agora com bastante sucesso, de bater e depois assoprar, Trump, presidente dos EUA e cada dia mais CPT do Mundo, afirmou ontem que a China derrubará suas barreiras comerciais "porque é a coisa certa a se fazer" e, expressando otimismo após a escalada na tensão, ressaltou que vislumbra um ótimo futuro para os 2 países.

Coberto de razão, Ilan Goldfajn, presidente do BC tupiniquim, afirmou, em palestra para investidores nos EUA, que se a taxa básica de juros, que está agora no menor patamar da história (6,5% ao ano), for mantida nesse nível haverá uma mudança radical no sistema financeiro brasileiro.

Como Poliana, que sempre quer ver o lado bom das coisas, o mercado financeiro tupiniquim acredita que, (1) Alckmin, que aparece em quarto lugar nas pesquisas de intenção de voto mesmo com Lula fora da disputa, pode aglutinar a direita e ganhar as eleições presidenciais e (2) ter o economista Paulo Guedes ao lado de Jair Bolsonaro, líder das pesquisas quando Lula sai da disputa, garante o encaminhamento das reformas econômicas caso o referido maluco seja eleito presidente do Brasil.

Preocupando-se cada dia mais com sua candidatura presidencial, Temer soltou o freio dos gastos e das concessões financeiras para aliados, já que (1) fecha os olhos para medidas que elevam despesas, (2) não avança no Congresso com projetos que melhorariam a arrecadação, (3) age pela retomada de empréstimos suspensos da Caixa, o que levará à ampliação de despesas de estados e municípios já endividados, e (4) desistiu de enviar ao Congresso a proposta que limitaria o salário inicial de servidores federais do Poder Executivo, deixando assim de economizar R$ -69,8bi em 10 anos, de acordo com a previsão oficial.

A ameaça de uma guerra comercial entre EUA e China e as incertezas em relação às eleições após a prisão do ex-presidente Lula levaram analistas a reforçar a recomendação de cautela aos investidores e a orientação é buscar aplicações que consigam amortecer o impacto negativo dessas turbulências.

Em um contexto de baixo patamar da taxa básica de juros, a aplicação em fundo imobiliário voltou com força ao cardápio das alternativas de investimento, já que a aquisição de cotas deste produto, negociado em bolsa de valores, permite investir de forma simples e com pouco dinheiro em um mercado que tradicionalmente exige muito capital e muita burocracia.

Conforme já era de se esperar, Meirelles, que tem certeza que é o biscoito mais gostoso do pacote, anunciou sua saída do Ministério da Fazenda para tentar concorrer à presidência do Brasil pelo PMDB e oficializou que seu secretário-executivo, Eduardo Guardia, ocupará seu lugar, garantindo a continuidade da condução da política econômica.

Apesar da alta recente no número de automóveis novos vendidos, o número de carros de passeio atendidos por oficinas mecânicas subiu 11,5% no segundo semestre de 2017 em SP, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

-    A Eletrobras despencou -8,2%, depois de Paulo Pedrosa, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, deixou a pasta, o que pode prejudicar o processo de privatização da empresa.

Política:

A sensação hoje no universo político é a de que, depois da prisão de Lula, a Justiça terá que "entregar" cabeça quase tão coroada quanto a dele e que também sofra processos e na linha de tiro imediata, pela ordem, estariam Temer, Aécio e Alckmin.

Podendo ajudar, e muito, na redução da taxa de juros cobrada dos consumidores e das empresas, esta semana ocorrerá a votação, e se não houver surpresas a aprovação, do cadastro positivo no Congresso Nacional tupiniquim.

Com o intuito principal de manter o foro privilegiado a um de seus principais comparsas, o presidente Temer decidiu ontem transferir o ministro Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, para o comando do Ministério de Minas e Energia.

Preparando-se para colocar o PCdoB no comando da secretaria de esportes de SP, Mario França, do PSB, que assumiu o cargo com a saída de Alckmin e que vai tentar se eleger governador, foi no mínimo irresponsável, e provavelmente também cumplice do PT, ao não destacar a polícia do estado para proteger jornalistas que tentavam cobrir a prisão de Lula e que foram espancados pela militância petista.

Apesar de bastante pressionada pelos ministros do STF que são defensores da organização criminosa petista, as "apostas" agora são de que Rosa Weber vai impedir o golpe para soltar os criminosos condenados em segundo grau, mantendo inalterada a jurisprudência atual.

Com o PT mudando de mãos, segundo Guilherme Boulos no comício que Lula fez antes de ser preso em São Bernardo do Campo mais de 85% dos presentes eram do seu grupo terrorista e anarquista MST.

Segundo previsões de especialistas, com Lula, mesmo enjaulado, insistindo na sua candidatura presidencial, o PT vai agonizar e, na melhor das hipóteses, vai eleger 1/3 da bancada atual, prejudicando também toda a esquerda, que, desunida, pode inclusive ficar fora do segundo turno das eleições presidenciais.

Enfraquecidos por denúncias de corrupção, assim como Lula, (1) Temer não conseguiu fortalecer o PMDB, que perdeu 6 deputados na janela partidária e (2) Alckmin, que briga até com a sombra, já fez o PSDB perder 3 deputados.

Apesar de Rodrigo Maia, presidente da Câmara e atual candidato à presidente do Brasil pelo partido, ter apenas cerca de 1% das intenções de voto, o DEM dobrou de tamanho ao fim da janela partidária, totalizando 41 deputados.

Durante a janela partidária, o Podemos conseguiu convencer 7 deputados a se filiarem ao partido, fechando uma bancada de 20 e aumentando o tempo de TV do senador Álvaro Dias, que é candidato à presidente do Brasil pelo partido e que já conta com cerca de 5% das intenções de voto.

Para a alegria e delírio de Bolsonaro, que estava triste com a falta de um opositor após a prisão de Lula, Gilmar Mendes, o ministro do STF mais detestado pela população, criticou veementemente o referido candidato do PSL.

Embora tenha transferido o domicílio eleitoral para Minas, petistas dizem, obviamente em reservado, que as chances de Dilma disputar a eleição para o Senado pelo estado é a mesma de os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes virarem amigos de infância.

Dando, na primeira oportunidade que teve, uma estocada nas constas de Doria, o tucano Bruno Covas, novo prefeito de SP, telefonou para o também recém-empossado governador do estado, Márcio França, do PSB, e o convidou para participar de seu primeiro ato público à frente do cargo.

Como, fora o nanico NOVO, não existe partido político com linha ideológica no Brasil, mais de 80 deputados federais mudaram de partido na atual janela, que permitiu a movimentação sem risco de os congressistas perderem o mandato por infidelidade.

Aguentando, sob sol inclemente, o bafo de cachaça de Lula, 4 potenciais candidatos à Presidência subiram ao carro de som de onde o agora presidiário discursou antes de se entregar à Polícia Federal (1) o ex-prefeito Fernando Haddad, (2) o ex-ministro Celso Amorim, (3) o líder do grupo terrorista MST Boulos e (4) a deputada Manuela D'Ávila, do PCdoB.

Duas ausências no palanque de São Bernardo provocaram maior reação negativa entre aliados de Lula, ex-presidente e agora presidiário, o ex-ministro Ciro Gomes, candidato do PDT a presidente, e o ex-governador Jaques Wagner, que é do PT e é cotado para ser o candidato do partido à presidente.

Crítica:

Visivelmente e comprovadamente embriagado, Lula se entocou no Sindicado dos Metalúrgicos e, cercado de seus seguidores idiotas e/ou comparsas, zombou bastante da justiça tupiniquim ao acatar a ordem de prisão mais de 48 horas após recebe-la, porém, logo na primeira hora nas mãos da polícia, o referido bandido, assassino e sem caráter percebeu que sua cana será dura e real, diferentemente do teatro armado na ditadura militar, quando ele era X9, já que foi transportado para Curitiba em um teco-teco, ao invés do confortável avião da FAB que Temer tinha colocado à sua disposição.

Enquanto "comparsas e/ou idiotas" seguem reclamando de perseguição política contra Lula, os números e os dados mostram e provam que, em 4 anos nas ruas, a Lava Jato já investigou mais de 100 políticos, entre eles o presidente da República, ex-presidentes, ministros de Estado e caciques de mais de 14 partidos, porém, por conta da "camaradagem do STF", os que têm direito a foro privilegiado, com Aécio e Temer, têm escapado de pedidos de prisão.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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