R.B. 11/SET/12 ‘’Politica do medo’’


R.B.

"Politica do medo"

 

São Paulo, 11 de setembro de 2012 (TERÇA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve seguir em alta, beneficiada pela gradativa melhora das expectativas para a economia brasileira, acompanhando a recuperação dos preços das commodities no mercado internacional e a espera por ações de estímulos econômicos e monetários por parte do Fed (''BC'' dos EUA).

-    O DÓLAR pode cair, para fechar em território negativo pelo quarto pregão consecutivo, testando os ''limites do BC'' e acreditando que no caso de um terceiro QE por parte do Fed (''BC'' dos EUA), parte do dinheiro injetado poderá se dirigir a mercados emergentes como o Brasil.

 

ONTEM

-    BOVESPA 0,1%, abriu em forte alta, para na máxima avançar 1,9% e atingir os 59.420pts, impulsionada pelo pacote de investimentos em infraestrutura na China e pela redução das tarifas de energia elétrica no Brasil, porem, com bom volume de negócios (R$ 8,4bi), perdeu ''forças'' na parte da tarde, prejudicada pela realização de lucros nas demais bolsas mundiais.

-    DÓLAR –0,3% à R$ 2,02, já abriu em queda e, seguindo a melhora do ''humor'' na Bovespa, manteve a trajetória descendente ao longo de todo pregão, refletindo ainda a expectativa de que o Fed (''BC'' dos EUA) possa anunciar medidas de estímulo monetário nesta semana.

-    Na ÁSIA, registrando leves altas e fechando nos maiores patamares em 2 semanas, JAPÃO 0,1%, CORÉIA 0,2% e CHINA 0,3%, com a divulgação de dados fracos da China ofuscados por expectativas de novos estímulos econômicos do Fed (''BC'' dos EUA) e da Europa para avançar no combate a sua crise da dívida.

-    Na EUROPA, realizando uma pequena parte dos lucros recentes, INGLATERRA –0,1%, FRANÇA –0,3% e ALEMANHA –0,1%, em um movimento de cautela antes da reunião do Fed (''BC'' dos EUA) e com destaques de queda para as ações dos setores de alimentos, de bebidas e de saúde.

-    Nos EUA, também realizando lucros recentes, após atingirem as máximas em 5 anos, S&P –0,6%, DJ –0,4% e NASDAQ –1,0%, com destaque negativo para a forte baixa das ações da Intel (-4,0%), após várias corretoras reduzirem suas metas de preço para a fabricante de chips.


Economia:
 

Apesar do Copom ter diminuído a taxa de juros na semana passada e de Dilma ter ''prometido'' reduzir o preço da energia elétrica em 2013, o ''mercado'', (1) reduziu, pela sexta semana consecutiva, suas ''apostas'' para o PIB brasileiro em 2012, desta vez de 1,64% para 1,62%, e (2) elevou, pela nona semana consecutiva, suas estimativas para o IPCA deste ano, desta vez de 5,20% para 5,24%.

 

Ressaltando que acredita que a taxa básica de juros a economia brasileira ''nunca mais'' voltará a ter 2 dígitos, Altair Cesar de Jesus, superintendente de Investimentos da Brasilprev, afirmou que os investidores terão que poupar cada vez mais cedo e aplicar ao menos uma pequena parte dos recursos em produtos um pouco mais arriscados.

 

Apresentando sua primeira elevação desde MAR/12, em SET/12 o índice de confiança do investidor da zona do euro subiu para -23,2pts, ante -30,3pts em AGO/12, patamar bem acima da previsão da agência de notícias "Reuters" de uma queda para -30,7pts e a principal razão para a melhora geral na confiança pode muito bem ser a maneira assertiva do presidente do BCE, Mario Draghi, e a intenção de sua instituição, que agora é concreta, de começar a comprar títulos de países afetados pela crise de novo em breve se eles cumprirem certas condições.

 

Mesmo após a presidente Dilma anunciar, e garantir, que o preço da energia elétrica vai cair no ano que vem, o ''mercado'' ainda estima que a inflação ficará acima de 5% em 2013 e, dessa forma, vai novamente superar a meta do BC brasileiro, que é de 4,5%.

 

Indicando mais uma vez que é na crise que os empresários de sucesso investem para colher os frutos nos momentos de crescimento econômico, no primeiro semestre deste ano o mercado publicitário brasileiro movimentou R$ 19,6bi, o que representa uma alta de 11,0% sobre o mesmo período do ano passado.

 

Após registrar um superávit de US$ 1,0bi na semana passada, a balança comercial brasileira agora acumula um saldo positivo de US$ 14,2bi no ano, resultado -31,7% menor do que no mesmo período de 2011 (US$ 20,30bi).

 

-    A Gol subiu 5,5%, mesmo após ter negado os ''rumores'' de que representantes da empresa teriam mantido conversas na semana passada para associação com a Qatar Airways.

-    A Cesp caiu –5,9%, pressionada pelo anúncio feito pela presidenta Dilma de uma "forte" redução das tarifas de energia elétrica para indústria e consumidores.

-    A HRT desabou -12,5%, com temores sobre perspectivas de exploração na Namíbia, depois que testes mostraram que um poço da empresa na região não tem petróleo ou gás.


Política:
 

Apesar de evitar ''cantar vitória'' antes da hora, Luiz Flávio Borges D'Urso, candidato a vice na chapa de Russomanno e presidente licenciado da OAB, afirmou que acredita que em um eventual segundo turno o candidato do PRB receberá apoio da coligação que acabar em terceiro lugar, seja a do PT, de Haddad, ou do PSDB, de Serra.

 

Recém indicado por Dilma para compor o Supremo Tribunal Federal, o ministro Teori Albino Zavascki, do Superior Tribunal de Justiça, não tem impedimentos para participar do julgamento do mensalão, segundo o ministro Marco Aurélio Mello.

 

Assim como ocorreu com o petista João Paulo Cunha, que foi impedido de concorrer à prefeitura de Osasco, Celso Giglio, o candidato do PSDB à prefeitura da mesma cidade, foi impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral, por unanimidade, devido a rejeição das contas da prefeitura de 2004, quando o tucano administrava Osasco, pela Câmara Municipal.

 

Usando a ''politica do medo'', que aliás foi muito usada logo após o fim da ditadura militar pela direita para tentar impedir o voto em partidos como PT e PSDB, ontem o petista Haddad afirmou que se eleger Russomanno os eleitores paulistanos estarão dando um '' perigoso salto no escuro'', já que segundo o petista o candidato do PRB não tem propostas e deveria ter estudado as finanças da cidade antes de entrar na disputa.


Crítica:
 
Indicando que o governo Dilma tem ao menos um pouco de preocupação com a sustentabilidade, o novo regime automotivo de 2013 a 2017 deve exigir que as montadoras reduzam o consumo de combustível em -11% em seus veículos para conseguirem benefício tributário dos 30% do IPI.
 
''Chovendo no molhado'', provavelmente por acreditar que ''água mole em pedra dura tanto bate até que fura'', a Confederação Nacional da Indústria fez uma pesquisa para ''descobrir'' que para 92% das empresas brasileiras o excesso de burocracia prejudica a competitividade.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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