R.B. 9/MAI/12 "Rasgar os termos do acordo''


R.B.

"Rasgar os termos do acordo"

 

São Paulo, 9 de maio de 2012 (QUARTA-FEIRA).


Mercados:

 

HOJE

-    A BOVESPA deve subir, tentando sustentar o patamar dos 60.000pts, acompanhando a provável melhora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais, porem provavelmente com baixo volume de negócios diante da expectativa antes da divulgação de dados econômicos importantes na China.

-    O DÓLAR pode cair, tentando respeitar a resistência dos R$ 1,95, acompanhando a provável melhora do ''humor'' na Bovespa e também influenciado pela manutenção do fluxo positivo de recursos externos.

 

ONTEM

-    BOVESPA 1,4% (aos 60.365pts), já abriu em queda e, novamente acompanhando as perdas das demais bolsas mundiais, manteve a trajetória descendente ao longo de todo pregão, com bom volume de negócios (R$ 7,1bi) e também influenciada pelo novo recuo das commodities.

-    DÓLAR 0,9% à R$ 1,94, já abriu em alta e, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana, manteve-se em território positivo ao longo de todo pregão, para fechar o dia no maior patamar desde 14/JUL/09, mesmo com a ausência do BC na ponta compradora.

-    Na ÁSIA, acompanhando a leve recuperação das demais bolsas mundiais no dia anterior, JAPÃO 0,7%, CORÉIA 0,3% e CHINA 0,1%, com os investidores esperando que a Espanha use fundos públicos para estimular seus bancos em dificuldade, apesar de a persistente preocupação com a Grécia ter limitado os ganhos.

-    Na EUROPA, recuando para os menores patamares dos últimos 4 meses, INGLATERRA -1,8%, FRANÇA -2,8% e ALEMANHA -1,9%, após o candidato a primeiro-ministro grego pelo partido Coalizão de Esquerda, Alexis Tsipras, dar uma de ''Hugo Chavez'' ao ameaçar nacionalizar os bancos e afirmar que o compromisso da Grécia com o acordo de resgate da União Européia e do Fundo Monetário Internacional tornou-se nulo.

-    Nos EUA, recuperando no final do pregão uma pequena parte das perdas iniciais, S&P -0,4%, DJ -0,6% e NASDAQ -0,4%, após incertezas políticas na Europa incentivarem preocupações sobre a saúde fiscal da região.


Economia:
 
Segundo Nelson Barbosa, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, o governo monitora a concessão de crédito e espera uma aceleração nos próximos meses, o que, em conjunto com a queda da taxa de juros, resultaria em uma redução da inadimplência.
 
Podendo ajudar no controle da inflação,  Nelson Hübner, presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica, afirmou ontem que poderá haver uma redução nas tarifas de energia de até 10% com a renovação das concessões do setor elétrico que começam a vencer a partir de 2015.
 
Acreditando que a inflação já dá sinais de arrefecimento e há uma sazonalidade de queda nos preços dos alimentos de MAI/12 e JUL/12, os analistas de bancos que acompanham a Petrobras acreditam na possibilidade de um reajuste de pelo menos 10% nos preços da gasolina e do diesel até o final do primeiro semestre de 2012.
 
Em ABR/12, beneficiadas pelas recentes reduções da taxa de juros, foram registrados 165 pedidos de falência no Brasil, o que representa uma queda de -6,1% na comparação com o resultado de MAR/12 (175).
 
Dando um importante sinal positivo da economia brasileira, nos 3 primeiros meses deste ano o faturamento das micro e pequenas empresas do Estado de SP cresceu 8,1%  na comparação com o mesmo período de 2011, atingindo R$ 85,4bi.
 
Com uma grande ajuda financeira do BNDES e uma enorme ajuda política de Lula, ontem o grupo JBS, cujo presidente do conselho de administração é Meirelles, ex-presidente do BC, anunciou a compra da empreiteira Delta, que tem quase 20% das obras do PAC e é apontada pelo Ministério Público como integrante do esquema do empresário Carlinhos Cachoeira.
 
-    O Pão de Açúcar caiu -1,6%, mesmo após anunciar que registrou no primeiro trimestre deste ano um lucro 25,8% superior ao mesmo período do ano passado.

Política:
 
Após Dilma ''preparar o terreno'', batendo bastante nos bancos, Mantega, ministro da Fazenda, vai falar à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado no dia 15/MAI/12 para explicar detalhes da medida provisória que modificou as regras da poupança.
 
Impedindo uma manobra, cujo principal motivo era fazer os casos prescreverem, ontem Joaquim Barbosa, ministro do Supremo Tribunal Federal, negou pedido do advogado Márcio Thomaz Bastos para que o processo do mensalão fosse desmembrado.
 
Tentando passar uma imagem de que, mesmo com a CPI de Cachoeira, tudo está ''normal do Congresso Nacional'', Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais, afirmou ontem que a "produção acelerada" nas duas casas legislativas, ressaltando que tanto a Câmara quanto o Senado têm mantido o ritmo de votações.
 
Defendendo um dos principais expoentes de sua legenda, ontem o peemedebista Michel Temer, que é vice-presidente da República, afirmou não haver motivos para que Sérgio Cabral, o governador do RJ, seja convocado para depor na CPI do Cachoeira somente porque jantou com um empreiteiro no estrangeiro.
Crítica:
 
Dando um ''belo exemplo'' para a Grécia e para os demais países da zona do Euro, ontem o governo português confirmou o cancelamento de 4 dos 14 feriados nacionais a partir de 2013, com o objetivo de combater a crise que o país atravessa.
 
Aumentando o coro daqueles que querem que a Grécia seja expulsa da zona do euro, ontem o líder da frente de partidos de esquerda no parlamento grego, a Syriza, disse que vai tentar formar uma coalizão com a intenção de "rasgar os termos do acordo'' de resgate da UE/FMI.
PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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